O que aconteceu com a hegemonia do desenvolvimentismo? Tempos de transição e novas posições dentro do bloco de poder na Argentina

Autores

  • Emiliano López IdIHCS-CONICET/UNLP

Resumo

Neste artigo, elaboramos alguns pontos de análise sobre a articulação econômico-política dos diferentes setores da classe dominante no âmbito da erosão da hegemonia que levou à estabilização de um novo modo de desenvolvimento pós-neoliberal entre 2002 e 2011. Por um lado, consolidamos uma perspectiva que vem desenvolvendo em trabalhos anteriores sobre a emergência no âmbito da crise orgânica neoliberal de um projeto hegemônico que chamamos de "desenvolvimentista". Retornamos ao artigo os principais elementos deste para dar conta de um setor (o setor produtivo) que conseguiu transformar sua posição em hegemônica dentro das classes dominantes por um tempo considerável (pelo menos entre 2002-2008). Por outro lado, analisamos o processo pelo qual a erosão da hegemonia do desenvolvimento culmina em sua crise. Neste ponto, perguntamos sobre o papel desempenhado pelas mudanças nas posições políticas, as estratégias discursivas, as demandas dos diferentes setores da classe dominante para reorientar essa crise para uma nova estabilização hegemônica após 2011.

Palavras-chave: hegemonia, classe dominante, bloco no poder, pós-neoliberalismo.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Publicado

2018-06-01

Como Citar

López, E. (2018). O que aconteceu com a hegemonia do desenvolvimentismo? Tempos de transição e novas posições dentro do bloco de poder na Argentina. Cuadernos De Economía Crítica, 4(8), 15-41. Recuperado de https://sociedadeconomiacritica.org/ojs/index.php/cec/article/view/133

Edição

Seção

Artículos